terça-feira, 7 de março de 2017

A estratégia Barbell (bimodal)

Muito se fala sobre a importância de ser "equilibrado" e seguir pelo "caminho do meio", que devemos não ser extremos nas nossas atitudes e escolher tudo com parcimônia e uma certa dose de suavidade. Justamente para evitar maiores riscos a nossa integridade, seja elas de perdas financeiras ou físicas e até mesmo psicológicas. A extensão dessa ideia na nossa sociedade de uma maneira geral é bastante abrangente e altamente aceita nos mais diversos meios sociais, e intelectuais. Talvez até você mesmo, caro leitor, pense que esse tipo de alinhamento mental seja o mais razoável e obviamente o mais racional e se seguir, dada a violência e crise financeira ao qual o nosso maravilhosos pais passa.

Bem, talvez essa ideia de permanecer no meio, sem se permitir ir a qualquer extremo diga muito sobre qual é a personalidade e o espirito da espécie humana hoje. Essa seja talvez a característica principal do homem cosmopolita comum, o homem mediano, a classe média. Percebam que o homem médio, o homem comum tem opinião sobre os mais diversos assuntos e temas, mas não tem uma posição definitiva sobre nada. O homem médio vai na academia e gosta de esportes, mas não ao ponto de seguir protocolos a risca, fazer dietas e até quem sabe contrair uma lesão devido a intensidade do treino, pois afinal, isso já é extremismo. Ele é o espectador, não o praticante. O homem médio tem seu salário e uma vida confortável, não é rico, mas também não é pobre. Ou seja o homem médio é uma mistura de tudo, mas não representa nada. É só mais um carinha que vc vê perambulando por ai, sem destaque, sem brio, sem nada de mais.




Ser chamado de "um cara normal", "só mais um na multidão" talvez seja uma das piores coisas que vc, caro leitor, possa ouvir na sua vida. Isso significa que vc esteja fazendo algumas coisas muito erradas na sua vida. Ou melhor, isso significa que vc não está fazendo absolutamente nada com a sua vida. Soa pesado? Eu sei, essa é a ideia. Ou mesmo se vc se considera só mais um carinha tentando vencer na vida e se orgulha disso, talvez vc devesse fazer um tratamento de reposição hormonal, pq sua testosterona está mais baixa do que um paciente geriátrico com câncer nos testículos, ou devesse se matar de uma vez, afinal, vc não faz diferença nenhuma aqui e ainda se orgulha de ser praticamente um peso morto. Seu trabalho não é importante. Sua "facul" não é importante. Seus feitos não são importantes. Se vc morrer hoje, amanhã já terá outra pessoa no seu lugar e em 2 meses ninguém lembrará de vc. Soa pessimista de mais né? Eu sei. Por isso o Complexo de Hércules existe, para eu chutar a sua bunda virtualmente e fazer vc acordar e encontrar um identidade que faça vc ter um propósito para viver que te diferencia da manada de paspalhos que vemos todos os dias.




Além do fato de vc ter baixos níveis de testosterona e ser praticamente um eunuco, a tendência de permanecer no caminho do meio e ter medo de assumir riscos se deve ao fato de vc querer se proteger de consequências que possam lhe colocar em perigo de vida ou em grandes problemas financeiros, é claro. Evitamos transitar por instabilidade, assim nos sentimos seguros, como se estivéssemos com o controle dos eventos nas mãos, com a vida muito bem organizada e previsível. Mas infelizmente (ou não) a vida humana só se desenvolve por meio de estrese que cause alguma alteração pontual acentuada. Essa é uma regra básica que o homem médio esquece, pois foi ensinado e esquecer. Um organismo que não resiste a nenhum estresse aleatório qualquer, é um organismo frágil, por mais que se tenha estabilidade. Uma taça no meio de um furacão ou dentro de um cofre continua sendo uma taça. O que é preciso não é por essa taça num cofre ainda mais seguro para tornar ela mais robusta, mas fazer com que esta se torne menos frágil, assim a preocupação e gastos com segurança serão cada vez menores. Talvez a analogia tenha sido uma verdadeira merda, mas acho que ela ilustra de forma bem simples o que é ser antifrágil.

Como eu disse, a maior capacidade do ser humano foi resistir e superar o estresse ao qual sempre foi submetido, e não evitar de todas as formas das quais ele se manifeste. E é exatamente isso que o mundo atual não está fazendo. Evitamos o estresse a qualquer custo,achando que com isso estaremos protegidos, mas não, estamos nos tornando cada vez mais frágeis e cada vez MENOS protegidos de problemas e crises. Aqui no meu blog eu já falei muito sobre isso, de que o homem é adaptado para atuar em períodos curtos de alta intensidade, e repousar subsequentemente e repetir o processo até atingir determinada meta. Não fomos feitos para suportar estresse "mediano" e continuo por longos períodos, e nem para viver sem estresse nenhum.

Já é extensamente provado pela ciência que estres crônico, por mais leve que seja, leva o homem a ter os mais diversos tipos de doenças e problemas psicológicos. Aquele seu chefe te aporrinhando todo dia, metodicamente, por causa de merdas inúteis, mais dia menos dia vai te deixar louco e depressivo, mas se vc arrumar uma briga aleatória de vez em quando e resolver tudo na porrada em 10 minutos, vc vai ser um cara muito mais feliz e viril (mesmo se apanhar) ao longo prazo. Corridas de fundo vão desmineralizar seus ossos e destruir suas articulações, pq é um estres cronico, mas suportável. Já saltos em distância ou sprints feitos periodicamente, em alta intensidade farão vc ter ossos mais forte, mais músculos, mais disposição e vontade de vencer tudo e todos.

O homem é um predador nato, que age de maneira pontual mas muito intensa, e não um ruminante que fica horas e mais horas fazendo o mesmo movimento monotonamente. Essa ideia se aplica a dieta também, caso vc não tenha notado. Repare que as pessoas mais escrotas vivem fazendo lanchinhos, comendo coisas que na verdade são ruins para o organismo, mas suportáveis pelo gosto açucarado que tem, dando pico de insulina "leves, mas contínuos no sistema, o que acaba evoluindo para resistência a insulina e síndrome metabólica. Não conseguem se concentrar em nada pq são muito suaves e dispersas por qualquer motivo. Não tem nada de espiritual, simplesmente pq não conseguem concentrar uma grande quantidade de energia e descarregar quando necessário. Desperdiçam tudo em coisas triviais, por isso vivem moles e sem vida.


Disso ...


Para isso!! Falhamos. 

O problema da modernidade gira em torna exatamente dessas duas premissas básicas. Foi retirado o atrito intenso, potencialmente perigoso, mas imediato e aleatório, e substituído por um atrito leve, quase imperceptível, mas continuo, constante, estéril e suave. Isso que atrofiou o ser humano, e isso é o estopim para grande maioria (se não todos) os problemas de saúde das mais diversas espécies no homem comum. Esse é justamente o retrato do homem mediano. Sem intensidade nenhuma, só uma coisa amorfa que faz coisas sem significado metódica e repetidamente, até que algum piri-paque o leve para uma cova sem marcação.

Fomos transformados a imagem e semelhança das máquinas que nós mesmos criamos. Coisas previsíveis que fazem as mesmas coisas sempre, sem inovação, sem personalidade, sem brio, sem vida. Não é de se admirar do pq o homem é tão materialista e vê as coisas, mesmo a vida humana e a espiritualidade, apenas como objetos, como produtos que nós encontramos em algum mercado qualquer. Quando resolvemos retirar as extremidades, a aleatoriedade e o estresse relativamente controlado das nossas vidas, deixamos de ser seres humanos e nos transformamos numa bola de carne amorfa. É isso mesmo paspalho, pode discordar se quiser mas essa é a realidade.

Isso é facilmente observável na nossa cultura "fitness" atual. A moda é conseguir o tão almejado "bem estar",  e para isso vc deve ir na sua academia climatizada, fazer o seu spinnig, ou quem sabe a corridinha leve no parque nos fds, tomando seu isotônico de cor fluorescente na sua garrafinha de 500 mangos. Mas nada que seja realmente intenso e que te deixe fisicamente esgotado como um sprint de 100m dando seu máximo, pq afinal, devemos evitar as lesões e não somos extremistas não é mesmo, hahaha. O resultado vc pode observar por ai, um monte de cretinos que vão ano todo na academia ou qualquer outro lugar "malhar" (isso quando vão) e continuam com os mesmos físicos nojentos de sempre, sem força pra porra nenhuma e muito mais propensos a lesões, por causa daquilo que eu já expliquei sobre se fragilizar ao invés de se fortificar se submetendo a atividades de estresse  baixo, mas continuo.


Vem ser fitness vc também :)
Porém, o tipo de coisa que é preciso para vc evoluir como ser humano, nos mais diversos aspectos que vc possa imaginar é, primeiramente assumir riscos, e se submeter a um estresse intenso por curtos períodos, e logo em seguida repousar quase que completamente. É jogar com os dois extremos e não permanecer em um limbo que não é um nem outro. Isso precisamente que é a estratégia "barbell" ou bimodal. Esse termo foi cunhado por Nassin Taleb, e segundo ele mesmo explica:

"O que queremos dizer com barbell? A barra de pesos (barra com pesos em ambas extremidades, utilizada por levantadores de peso) pretende ilustrar a ideia de uma combinação de forças extremas mantidas afastadas, EVITANDO-SE a parte intermediária. Em nosso contexto, ela não é necessariamente simétrica: é composta, apenas, por dois extremos, sem nada no meio. Podemos chama-lá também, mais tecnicamente, de uma estratégia bimodal, já que apresenta dois modos distintos, em vez de um único central". 

...
"Isso significa, de um lado, a aversão extrema do risco, e do outro, a adoração extrema ao risco, em vez de apenas a atitude "mediana" ou "moderada" diante do risco, que, na verdade, é um jogo viciado (pois os riscos médios podem estar submetidos a enormes erros de mensuração). Mas a barra de pesos também resulta, em função de sua construção, na redução do risco de desvantagens - a eliminação do risco do fracasso." 
...
Pois a antifragilidade é a combinação de agressividade com paranoia - elimine suas desvantagens, proteja-se contra danos extremos e deixe as vantagens cuidarem de si mesmas".

Taleb dá o exemplo no mercado de ações onde o mais favorável seria vc deixar uma parte do seu dinheiro investida um uma atividade de risco baixo, que tem pouco potencial de lhe aferir lucros, e uma possibilidade razoável de vc perder tudo, por mais que não pareça claramente, e outra parte investida um alguma atividade de alto risco, que pode lhe dar muito mais lucro ou muitas perdas, mas vc terá o controle exato de quanto vai perder, já que vai depositar uma quantia do todo, e não deixar todo o montante um uma ou em outra. Normalmente as pessoas vão no que parece mais seguro e acabam se acomodando ali, por isso nunca saem do lugar. Mas esquecem que lugares "seguros" estão mais propensos a extremos sem aviso prévio que fazem com que não sobre nada, justamente por não terem contato com as oscilações que são comuns na nossa vida. Ou seja, são frágeis na essência, por mais que pareçam robustos, pois não tem a possibilidade de transitar entre opções, e não são adaptáveis segundo as exigências, pois lembrem-se, estão seguros por coisas artificias e esterilizadas.

Isso se a plica ao que muitos gênios da nossa era fizeram. Tinham um emprego que exigia pouco mental e fisicamente e que dava uma renda pequena, mas constante, e no período que estavam fora desses trabalhos tediosos e maçantes, arriscavam alto em atividades de grande risco e de muitas incertezas, mas que davam a possibilidade de grandes lucros também e uma liberdade para expressar todo o seu potencial humano. Se não me engano, essa é uma estratégia que Robert Kiyosaki cita no seu livro. Mantenha uma renda fixa, mas permita-se arriscar sempre que for possível.

Você pode ter um emprego confortável e estável sendo um concursado federal, que lha dá muito prestígio na sociedade, mas de repente o pais pode entrar em uma crise e vc ficará sem pagamento e ai? O que vc vai fazer? Como vai pagar as parcelas do seu Civic 0km? Você não tem outra fonte de renda, e vc não sabe fazer nada além de digitar alguns números em uma planilha estúpida, pq vc se acomodou no seu emprego confortável e acreditou que estava seguro. Mas não, vc era/é frágil, pq só tem uma opção, e pq vive como o mediano caricato.

Estamos formando uma geração de homens frágeis, que saem das faculdades mal sabendo o assunto especifico ao qual estudaram. Quando não encontram o emprego "na sua área" o que acontece? Sim, o desespero de perceber que na verdade, não sabem fazer porra nenhuma, e não aprenderam nada com a vida. Eu mesmo passei por isso. Aprendemos teoria inútil com professores frágeis mais inúteis ainda, que dão fórmulas de como a vida deveria funcionar, mas na realidade ela funciona de modo muito mais caótico e imprevisível. Não estamos preparados para suportar e evoluir a partir desse estres que a vida submete, e por isso caímos no limbo dos sujeitos medianos. Nosso ânimo se vai. Só temos força para fazer coisas suaves e metódicas, como um zumbi sem cérebro criativo.

Nossos pais a avós e ancestrais aprenderam com as nuances da vida, com os altos e baixos a com a maravilhosa aleatoriedade dos acontecimentos, por isso são muito mais robustos que nós. Por isso vc é mais robusto que seus filhos e irmãos mais novos. pois nós, na nossa ignorância, tendemos a facilitar de mais o jogo para eles, achando que estamos fazendo algo bom. Mas não estamos.

Falando de uma maneira um pouco mais abstrata, mas que ainda assim reflete muito a nossa vida cotidiana e prática, a masculinidade que eu tanto falo aqui no blog se resume a assumir riscos e agir. E a estratégia bimodal é exatamente isso, agir, mas tendo um plano de fundo como palco. A virilidade é representada muitas vezes, por uma dominação fulminante, poderosa, implacável, que chega de forma tão intensa e rápida que não temos como nos defender, e vai embora da mesma forma, justamente para preservar e reabastecer a potência. Virilidade não é algo como um estímulo fraco mas contínuo e metódico, e sim, algo poderoso, intenso, aleatório, seguido de calmaria total e uma sensação de paz. Homens poderosos agem dessa forma, vide Gengiskhan, os Citas, Berserkers, os atletas mais fodas, os melhores empresários e vendedores, os campeões mundiais, etc. Essa é uma constante na história e não é atoa.

Nos treinos, a estratégia barbell se aplica perfeitamente, e é exatamente o que eu tento transmitir aqui no blog. Exercícios de altíssima intensidade feitos em curtos períodos, que lhe submetam a grandes doses de estresse e riscos, seguidos de repouso quase que completo promovem os melhores resultados, sem dúvidas, tanto para o físico como para o psicológico.

É disso que eu estou falando. Intensidade que te faça suar sangue. Link do vídeo: https://www.instagram.com/p/BRJbCl1jFan/?taken-by=larrywheels
Por causa da nossa natureza humana, de adorar e evoluir a partir da incerteza e da superação de estresses suportáveis, a nossa tendência de querer planejar tudo acaba sendo uma furada e a forma mais rápida para chegar a frustração e depressão. Colocamos muitas expectativas sobre coisas que na realidade são totalmente aleatórias e nos frustramos quando tudo dá errado. Concomitantemente a isso, não cuidamos para nos tornarmos mais robustos e antifrágies, pois afinal, um dos efeitos colaterais de se planejar tudo é se retirar os imprevistos pequenos que possam aparecer, e se fechar numa ilusão de segurança que atrofia o nosso ser. Evitar os imprevistos pequenos reduzirá quase que por completo a sua capacidade de perceber e resistir aos imprevistos grandes que com certeza virão. E ai meu amigo, quando eles chegam, vc estará derrotado. O erro do homem comum é achar que tudo na vida tem um propósito final e bem definido, que pode ser mensurado por cálculos e fórmulas decodificadas por algum intelectual de Harvard ou da USP ou algum pastor de alguma igreja qualquer.

Mas não meu amigo, a vida é muito mais aleatória e caótica do que talvez vc imagine, e aprender a lidar com isso é o que te fará ser um cara foda. Cuide para que vc se torne resistente a qualquer tipo de estresse que possa te acometer, e não para eliminar por meios artificiais toda e qualquer protuberância a adversidade. Como se faz isso? Se arriscando. Aprenda a gostar das incertezas e tire proveito disso. Pare de fazer cálculos e planos sobre tudo e aproveite a viagem. Metas devem ser apenas um plano de fundo altamente maleáveis, afinal, vc não sabe o que vem por ai. Ponto final.

Corridas de alta intensidade por curtos períodos de tempo, caminhadas em terrenos altamente acidentados, treinar com pesos absurdamente pesados da forma mais rápida possível, jejuar e banquetear, ser 1000% focado em alguma coisa a logo que resolver alguma questão não pensar em nada, ter um emprego estável e um que vc possa extravasar sua criatividade e liberdade, praticar alguma luta, saber a hora de vibrar e a hora de descansar, ser assertivo quando necessário e silencioso na maior parte do tempo, enfim, isso fará vc sair da média, do limbo, da vida cinzenta ao qual estamos submetidos. Não tente fazer um pouco de cada coisa e bem no fim, não fazer nada com amor, com vida, por medo de ser extremista e por acreditar que o "caminho do meio" é a melhor opção. NÃO É. A minha proposta é transitar entre esses dois extremos separadamente, aproveitando o máximo que cada um pode lhe oferecer. 

No próximo post dessa série falaremos sobre estoicismo, fiquem de olho, paspalhos.

21 comentários:

  1. Bandeirante Paulista7 de março de 2017 18:17

    CARALHO! QUE PORRADA!

    Muito foda!

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  2. Cara eu acompanho seu blog desde que tinha 3 postagens e tenho que admitir que tua escrita evoluiu MUITO, tua capacidade de fazer textos motivadores está melhor do que nunca ! Continue assim e nunca pare de postar, você costuma fazer alguns hiatos mas depois acaba por voltar 1000 % melhor.
    (Tu já acabou de ler o Anti-fragil ? Comprou a onde ? )

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    1. Obrigado anon. Realmente eu fico envergonhado com os textos mais antigos. Já pensei em excluir até. Impressionante como a escrita é uma coisa foda. Eu não acho que escrevo bem, de verdade. Isso que eu sempre estou praticando e estou lendo muito, 3 simultâneos no momento, por ex. Não sei como os caras conseguem escrever livros. PQP! Pra minha cabeça isso é absolutamente impossível. Por isso a leitura é uma coisa tão foda, e os caras merecem respeito.

      Não terminei antifrágil. Estou na metade mais ou menos. Comprei exatamente aqui: http://www.saraiva.com.br/antifragil-coisas-que-se-beneficiam-com-o-caos-7687667.html

      Demorou um pouco pra vir pq tinha que fazer encomenda.

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  3. Obrigado pelo seus textos. Continue assim.
    Meus parabéns.
    Abraço.
    Leonardo

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  4. Passo pelo mesmo mal retratado no texto, na verdade minha vida é perfeitamente retratada pelas duas primeiras imagens (o que foi de certo modo bem assustador). Estou tentando sair dessa rotina doentia mas te confesso que está um tanto difícil, sei que devo assumir riscos para sair dessa letargia porém não encontro uma meta de vida, algo em que eu possa focar e forçar caminho até que o alcance.

    Parabéns pelo ótimo texto e espero ansiosamente pelo próximo.

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    1. Obrigado pelo feedback T.F

      A vida cosmopolita nos castra de todas as formas possíveis. Mas continue com esse alinhamento mental que logo logo uma solução aparece para vc. Não se esqueça, é mente que manda

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  5. Mais um excelente texto, Hércules, compartilhei em meu blog. Por acaso meu próximo post será sobre estoicismo também, aparentemente grandes mentes pensam semelhantemente.
    Quando você terminar o Antifrágil recomendo o Bed of Procustes e os trechos do livro novo dele (Skin in the Game) que o Taleb está disponibilizando em seu site.

    Abraço,

    Daniel.

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    1. Grande Daniel. Obrigado pela consideração e por ter compartilhado em seu blog esse texto. Que honra! Conheci Taleb a partir de vc, inclusive ...

      Vou dar uma olhada sim, pode deixar.

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  6. Um puta artigo, continua com esses textos.
    Grato.

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  7. Uma paulada na moleira dos Average Joe.

    E é exatamente isso mesmo. Essa busca esquizofrênica por facilidades e confortos pra poder aplicar a "lei do menor esforço", faz com que aumente desenfreadamente o numero de indivíduos fracos, sem capacidade física e normalmente sem atitude, coragem e honra. Até porque a fraqueza e fragilidade normalmente são só um reflexo externo da falta de virtudes, e de uma mente equilibrada.
    O corpo humano não foi feito pra ficar parado. Quanto mais parado ficar, mais ele vai sentir necessidade de permanecer imóvel pra não quebrar a homeostase, e assim escapar do "karma" de sentir desconfortozinhos, dorzinhas (linguagem dos frutinhas). É só questão de tempo pro cara se tornar um saco de merda mole, imprestável e impotente. Aí começa sentir dores nas articulações, juntas, nervos, não faz a menor ideia de onde vem (afinal ele não faz nada extremo e arriscado né?), e por conseguinte acredita que tem que ficar mais parado ainda pra poder recuperar isso, hahahah. Não é irônico? Ja vi muitos casos desses.
    A busca por atividades de alta performance - mesmo se não tem objetivo de competir - faz o organismo virar um monstro em todos os sentidos, desde a imunidade física e força, até a resiliência mental.

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  8. texto foda o do olimpo

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Caralho, velho... eu estou na metade da leitura do Antifrágil, do Nassim Taleb, e só agora, lendo teu texto, é que consegui entender, com clareza total, o que o livro quer dizer!!! Mandou bem pra caralho!!! Acho que o Taleb deveria ter te passado a ideia e VOCÊ escrito o livro!!!rs Parabéns!!!

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  11. Obrigado pessoal, pela consideração.

    Miguel Jr, que bom que consegui clarear um pouco as coisas para vc. Mas o livro tem muita, mas muita informação. Ainda pretendo fazer mais um texto baseado nele. Nassim tem uma ideia que a prática e a pele no jogo vale muito mais do que teoria e abstrações intelectuais que bem no fim, só levam a fragilidade. As ideias dele vão totalmente de acordo com o que eu tento transmitir aqui no blog.

    Mais uma vez, obrigado pela consideração, logo eu posto o próximo texto baseado em anti-frágil.

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